segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Política, Jornalismo e Desgraças

Nestes últimos tempos , muito se tem escrito sobre política, com jornalismo à mistura que muitos jornais têm difundido, dando azo a conversas de café para mais confundir os incautos. Deixei de comprar jornais , pôs não estava senão a contribuir para encher os bolsos daqueles que menos precisam. Comentei várias vezes com os políticos de café que nada seria melhor para desviar as pessoas do que o aparecimento duma desgraça, tipo tsunami ou equivalente.
O tempo encarrega-se de nos mostrar a realidade. Como Madeirense, sofro as desgraças que aconteceram nestes últimos dias e, ainda não estão contabilizadas. Sabemos que há muita gente ainda debaixo dos escombros e, muitas casas destruídas. A beleza do betão e do asfalto que tanto contribuiu para o enriquecimento indevido de muito boa gente, a arrogância de alguns governantes que a todo o momento se disponibilizavam para inaugurações, ofendiam os órgãos representativos da República Portuguesa, consideravam-se povo superior e, outras coisas mais, bateu-lhes à porta o poder supremo da natureza, mostrando-lhes que são mortais e que a melhor forma de viver é ser solidário com a humildade. A política tem o seu lugar, a informação idem,ibidem, mas a intoxicação jornalística, estava a roçar o ridículo. O poder da justiça anda pela voz da amargura. Veja-se o caso de se nomear um colectivo de juízes para avaliar um furto duma criança no valor de 2€ e, todos os malfeitores de colarinho branco andarem à solta bem como a real bandidagem que fazem assaltos, violando pessoas, assassinando, violentando inocentes, são todos protegidos. Vamos tentar ser humildes e realistas. Eu sei que a comunicação social não deve ser abafada mas, saibamos distinguir entre comunicação, informação e justiça . Sei que sou inoportuno com esta minha maneira de ser, mas como sofri na pele as amarguras do antes do 25 de Abril, ninguém me fará calar. Não sou cobarde, traidor ,nem desertor. Sou um ser humilde a quem não ligam qualquer valor. Haja decência.

12 comentários:

horticasa disse...

Pois é tem rasão em tudo o que diz mas...
Não se enerve com isso.
Lamento a sua tristeza por ser Madeirence e também lamento o tipo de sociedade em que nos transfomamos nos ultimos anos. A informação já não é de confiança, só querem a nossa atensão mais nada.
Pois eu não lhes ligo nenhuma, vejo as noticias da dois e não é sempre, chega muito bem para andar atualizada.
O que nos vale são as suas flores.
beijo
eugenia

Maria Dias disse...

Ah amigo me perdoa mas eu prefiro falar das flores!

Uma semana linda pra vc!

Beijos

Observador disse...

Caro João

Dou-lhe os parabéns pela lucidez do seu texto, com o qual estou plenamente de acordo.

Quanto à desgraça que atingiu a ilha da Madeira, apenas digo que, para além de a lamentar, está na hora de ser solidário, gostemos ou não disto ou daquilo.

Um abraço

ze2905 disse...

Pois e' muita verdade a politica cheira mal, eu moro na Inglaterra e nao acompanho as noticias nacionais, mas essa desgraca da Madeira ate aqui passou na Skynews e foi assim que fiquei a saber. Eu estou solidario com todos os madeirenses ate pq ja visitei a ilha e achei-a uma perola linda de se ver. Flores por todos os lados nunca tinha visto tamanha beleza. Enfim muita coisa foi destruida mas havera de ser reconstrida e os construtores certamente vao arrecadar umas centenas de contos para os bolsos, os pobres esses sempre ficarao so com o sofrimento porque enfim nao vivemos no paraiso. Mas o pior e' que esses temporais nao vao ficar por ai e se o governo da madeira nao tirar as pessoas das zonas de risco mais vidas se perderao no futuro.

Laura disse...

Uma coisa é certa, o povo sofreu e os mais pobres mais irão sofrer porque os outros esses sabem sempre onde o ir buscar, ora pois..abraço apertadinho da laura

Margarida disse...

Pois é um texto muito bem escrito, concordo plenamente com tudo o que lá está, talves pudessemos fazer um mutirão para ajuda humanitária !

Bichodeconta disse...

Junto a minha á sua voz nessa verdade..Nesta revolta também, os mais desfavorecidos serão sempre os mais penalizados.Um abraço e boa semana.

lis disse...

Oi João
Não te cales mesmo! estamos sempre todos como carneirinhos diante dessa
politicagem que envergonha. Tanto api com aqui só mudam os endereços.
Falta-me palavras e estomago porisso enterto-me com poemas.
abraços

PS ; saudade do seu jardim!

São disse...

Pois como não estar de acordo contigo?! Mas agora é hora de ir para a frente e reconstruir convenientemente aquilo que a tempestade levou.

Um solidário abraço, querido amigo.

Rose disse...

Grande desabafo, querido.É isso aí!
Solidariedade ao povo da Madeira.
Amo vc d+.

Espaço do João disse...

A todos os meus queridos seguidores que nesta hora bem amarga me teem seguido, desejo-lhe tudo o que de melhor a vida vos possa proporcionar. A todos mesmo todos/as um abraço de gratidão.

anete joaquim disse...

Ai, joão! Até eu, que sou jornalista, já não podia com as histórias do temporal que afectou a minha terra. Sei que vocês também têm tido tempos difíceis por aí, no Continente, com inundações por todo o lado. Enfim, quanto mais desgraças se vêem na TV, mais vivemos amargurados. Eu já nem posso com o boletim meteorológico, com os seus alertas amarelos, laranja e vermelhos, que só nos deixam em pânico, às vezes para nada. "Eu ainda sou do tempo" em que se vivia ao ritmo da Natureza. De manhã, abríamos a janela e dizíamos: "Hum! Isto vai aguentar", ou " É melhor levar guarda-chuva". Depois, lá íamos suportando a chuva, o calor e o vento conforme vinham. Hoje, sofremos por antecipação. Já ando angustiada com isto!
bjs